Na manhã desta segunda-feira, 8 de agosto, se apresentou, acompanhado de advogado na Delegacia Municipal da Polícia Civil em Caicó, a pessoa de Josivan Araújo da Silva, também conhecido por Filé, 19 anos, residente no Bairro João Paulo II, que matou na noite de quinta-feira, 04 de agosto, com disparos de arma de fogo, o seu desafeto Amaro da Silva Lopes, 22 anos.

Depois de cometer o homicídio, no local chamado de corredor nas proximidades do Bairro Frei Damião, onde morava a vítima, o acusado fugiu com destino ignorado usando uma moto, e na companhia de outra pessoa.

A Polícia Civil investigou o caso e descobriu a identificação do acusado que soube que estava sendo procurado e decidiu se apresentar.

Em seu depoimento, Josivan Araújo, confessou a morte e disse que há 1 ano a vítima tinha agredido seu pai e que ultimamente vinha investido contra a sua pessoa. Esses teriam sido os motivos para o crime.

Depois de ser ouvido o acusado foi liberado para responder ao processo em liberdade.

 

Advogado afirma que seu cliente se “municiou” para garantir integridade corporal

O advogado, Navde Rafael Varela dos Santos, que defende os direitos de Josivan, disse ainda na delegacia em entrevista à Rádio Caicó AM, que seu cliente armou-se para garantir sua integridade física.

Todos sabem naquela região do problema que o pai de Josivan tinha com a vítima, tendo até a pouco mais de um ano sido agredido. Ele, (Amaro), ainda por várias vezes tentou investir contra a vida de nosso cliente. Após estas investidas, nosso constituinte como é regra, é praxe, o dever da luta pela vida, se municiou de tal forma para ter o seu direito à integridade fisica e corporal e no dia do fato, infelizmente, a vítima veio de encontro ao nosso cliente e o pior veio a acontecer. Não sabendo, o que estava prestes a acontecer nosso cliente chegou a disparar por duas vezes contra a vítima”, relata.

A arma usada no crime foi um revolver calibre 32, e de acordo com os peritos do ITEP de Caicó, Amaro da Silva, sofreu três disparos, sendo um no braço esquerdo transfixante, outro no abdômen do lado esquerdo, (este ficou alojada no corpo da vítima), e um de raspão no ombro esquerdo.

Quanto à motivação para o cometimento do crime o bacharel Navdi Rafael, disse que a agressão da vítima contra o pai de Josivan e as várias investidas da vítima foram suficientes.

A motivação está explicada. Ela é cristalina. A polícia vai continuar com as investigações se for o caso, eu creio que não há mais necessidade, mais o inquérito vai ser concluído, remetido à Justiça e nosso cliente está disposto a responder ao processo nos ditames da lei”, disse.

 

COMENTO:

Vejam: o advogado disse que seu cliente, (Josivan), se armou para evitar que a vítima, (Amaro), o atacasse de alguma forma. Mas, ele, o acusado, estava no Bairro onde morava a vítima. Não que ninguém, não tenha o direito de ir e vir neste país, mas o que ele estava fazendo, à noite num lugar sem iluminação alguma e próximo à residência de seu desafeto, armado e de moto?

O advogado, disse que a vítima, foi ao encontro do acusado.

Como é que pode ser, se ele, o acusado, mora no Bairro João Paulo II, e o outro, (a vítima), no Frei Damião, local de sua morte?

Meus amigos é claro que quem vai decidir sobre este crime é um Conselho de Sentença, formado por pessoas da comunidade, agora, contar uma conversa dessas, sem pé, nem cabeça e querer que se acredite. Ora, tenha santa paciência.

Pra finalizar, quero dizer que não sou perito em nada. Não sei sobre medicina legal. Também não quero as aulas que o nobre advogado disse que iria dar para minha pessoa hoje quando esteve nos estúdios da Rádio onde trabalho. Não quero nobre advogado. Guarde seus ensinamentos para os seus e para você.

Sobre isso ele falou porque eu afirmei que a vítima tinha sofrido três tiros. O nobre advogado afirma que foram dois. Ora, o laudo do ITEP aponta para três. Eu prefiro acreditar no laudo.